Habilidades, não diplomas

Por Alice Sosnowski | maio 29, 2017

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Na hora de contratar, os líderes procuram profissionais que tenham soft skills e inteligência emocional desenvolvidas


Esta semana saiu uma notícia muito interessante sobre o que os líderes procuram na hora da contratação. Ainda mais porque ela vem de nada mais nada menos do CEO do LinkedIn, Jeff Weiner. Durante a conferência de tecnologia
ASU GSV Summit, Weiner, resumiu o que pensa sobre o assunto. “Skills, not degrees.” Em português: “habilidades, não diplomas.”

Não apenas o LinkedIn, mas outras grandes empresas começaram a mudar a perspectiva na contratação quando perceberam que os melhores funcionários não são aqueles que acumulam diplomas, MBAs ou outros certificados, mas sim aquelas pessoas apaixonadas pelo que fazem,  que são éticas, perseverantes, leais e com mentalidade focada no crescimento individual e coletivo.

E tem mais: um relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial apontou que 35% das habilidades necessárias no trabalho irão sofrer alterações até 2020. E daqui a 10 anos, 50% das profissões de hoje serão obsoletas e grande parcela das novas atividades ainda nem foram inventadas.

Como lidar com tantas mudanças? A primeiro coisa é saber que precisamos aprimorar nossas habilidades. Não sabemos exatamente quais serão as profissões do futuro, mas é preciso estar apto para elas. E nunca precisamos tanto do nosso lado mais humano como agora.  Para podermos usar as habilidades que nenhum robô ou máquina é capaz de fazer, como a capacidade de negociar, ser flexível, ter pensamento crítico, empatia e inteligência emocional. Enfim, as chamadas softskills que,  diferentes das hardskills, são subjetivas e não são ensinadas nas escolas, mas sim nos desafios da vida.

As softs kills estão relacionadas a comportamentos e crenças arraigadas em nós. Muitas delas construídas ainda na infância e difíceis de serem modificadas. Como pedir para uma pessoa rígida, se tornar um profissional flexível e criativo? Ou mudar o comportamento de alguém que não gosta de trabalhar em equipe, uma competência tão necessária nos dias de hoje. Para desenvolver estas habilidades é preciso ter muito  autoconhecimento e disposição para mudar. Fácil não é. Mas é possível!

Desde 2009 investigo este assunto em um terreno que considero fértil no desenvolvimento de habilidades: o universo empreendedor. Nos últimos anos, entrevistei os maiores empreendedores e especialistas deste país. Gente como Mário Sérgio Cortella, Facundo Guerrra, Ozires Silva, Sofia Esteves, Rony Meisler, Silvio Meira, Ana Fontes, João Kepler, Marcos Pontes, Alair Martins e muitos outros.

Meu objetivo era entender por que uma pessoa consegue fazer sucesso na vida e outras não. Apesar de diferentes nas respostas, todos os depoimentos (muitos deles gravados em vídeo e disponíveis no meu canal do youtube) levavam a SEIS PRINCÍPIOS que denominei O PULO DO GATO EMPREENDEDOR©. São eles:

– APAIXONE-SE;

– FAÇA;

– PERSISTA;

– COMPARTILHE;

– VISLUMBRE;

– TRANSFORME-SE.

A partir do conhecimento coletivo, consegui sistematizar toda essa informação em uma metodologia inovadora capaz de ajudar as pessoas a desenvolver habilidades empreendedoras necessárias para o futuro.  O método é simples e didático e pode ser compreendido e aplicado em treinamentos empresariais, workshops e até em escolas para jovens e crianças.  

A intenção é ajudar as pessoas para que elas sejam protagonistas da própria vida. Uma missão pra lá de desafiante e necessária. Quer saber mais? Entre em contato comigo: alice@opulodogato.org