O que move suas escolhas?

Por Alice Sosnowski | ago 02, 2017

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Você sabia que grande parte das nossas escolhas são conduzidas por dois grandes impulsos inconscientes: o desejo ou o medo. Quando você procura trabalho, escolhe seu parceiro ou apenas vai comprar uma roupa no shopping, você é movido por qual deles? Já parou para pensar nisso?

Optamos pela profissão que rende mais dividendos, escolhemos o parceiro pelo desejo físico e, até na escolha do figurino, procuramos aquele que esconde a barriga (medo) ou deixa à mostra a parte do corpo que mais nos agrada (desejo).

A grande questão é que estas escolhas são inconscientes. E achamos que não. Que estamos sendo donos das nossas opções. Para ficar mais claro, vou dar um exemplo: se você foi criado em uma família com crenças baseadas na prosperidade e na geração de riquezas, sejam elas financeiras ou não, provavelmente vai se mover na vida pelo desejo de querer mais.

Já, se o seu habitat foi fundamentado na escassez, você sempre vai pensar em formas de escapar dos problemas, mesmo que estes possam esconder grandes oportunidades. O medo de ficar pobre vai te forçar a escolher a profissão mais segura e até a roupa que você usa vai ter como parâmetro o medo da aparência.

Nosso sistema de crenças molda nossos pensamentos de forma que eles confirmem a lógica criada ainda na infância. Essa é uma armadilha complicada sustentada pela psicologia humana e reforçada pelo sistema econômico que estamos inseridos. Por isso, que os modelos educacionais e as táticas empresariais tradicionais ainda persistem na nossa sociedade. Elas usam a lógica do desejo e do medo para se perpetuar.

Mas o mais importante disso é saber que essa lógica começa a soar estranho para muitos ouvidos. Vejo cada vez mais gente procurando as reais motivações de suas escolhas e buscando as razões que as levam a determinados caminhos.

Essa reflexão nos dá consciência para escolher outras vias ou pelo menos vislumbrar as consequências do que escolhemos. Isso nos poupa um tempo enorme de ajustes e desacertos. E é uma habilidade essencial no mundo contemporâneo, em que temos tanta informação e opções para serem escolhidas. Por isso, sugiro que a gente sempre para e reflita a cada escolha, seja o cardápio do almoço, o lazer do fim de semana ou o livro que você vai ler: o que está me movendo?